Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Ver para aparecer!


"Imagem não é nada, sede é tudo". Creio que esta mensagem já não se encaixa muito aos dias de hoje. Imagem é tudo. Não sou eu que falo isso, mas as inúmeras celebridades instantâneas, os 15 minutos de fama e os milhares de garoto(a)s que com uma câmera na mão fazem uma cena circular pelo mundo inteiro imediatamente.

Imediatamente. Junto com a imagem, o imediatamente está fazendo sucesso. Aliás, ele é estilo o guarda-costa, o grande escudeiro da tão desejada imagem. Nos dias de hoje a batalha já não é tão importante para que o estrelato se faça. Um tapa, um beijo ou um filho e imediatamente, a fama e o rosto espalhado pelo país. E, dependendo do fato, no mundo inteiro.

Os defensores do valor do trabalho sofrem ao ouvir isso, mas é inevitável. Não há como fugir da realidade. A TV e, em seguida, a internet trouxeram o fardo. Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão. Você vai a qualquer lugar e sem sair de casa. Youtube. Twitter. Facebook. E um rosto desconhecido pode se transformar na estrela do momento.

Então, quer se transformar na musa da sua geração? Ler, escrever, estudar? Que nada! Entre num "reality show", faça bastante charme e vá... abrace o imediato e viva feliz para sempre com sua imagem nos seus 15 minutos de fama.

Seria cômico, se não fosse verdade.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O velho e o moço


Quinta-feira foi um daqueles dias que irão entrar para a aula de "Fatos que mudaram o mundo". A perda do astro do pop abalou o mundo de uma forma impressionante. O peter pan se foi, mas sua música com certeza ficará marcada eternamente. No mesmo dia fui ao cinema ver um filme que recomendo a todos, jornalistas ou não: Intrigas de Estado.

O filme americano é baseado em uma minissérie da BBC e conta a história de dois jornalistas - velha guarda e nova geração - que investigam três assassinatos, um deles relacionado a um congressista do alto escalão de Washington. Não vou contar o resto do filme, mas o thriller de ação mostra uma relação bem interessante no jornalismo de duas gerações na era da informática. Pela busca da matéria, o velho repórter é indicado a trabalhar com a blogueira e se vê obrigado a orientá-la nos velhos, e ainda totalmente atuais, modos de apuração da notícia.

Achei muito interessante como eles colocaram a relação das duas gerações e como eles mostraram que a internet não consegue acabar com certas funções do jornalista. A geração da internet que contenta-se apenas em google e telefonemas para construir seu texto, sem sair da redação e com seu computador de última geração. Eles mostram que para uma boa matéria ainda deve-se usar o tradicional: ir para a rua, conseguir informações no boca-a-boca, no conhecimento de pessoas e no "sem-hora" para o faro da notícia.

A internet trouxe coisas sensacionais para todos nós, sou dessa geração e adoro! Mas também sou a favor do tradicional. Acredito que não há como escrever sem realmente conhecer o que está sendo falado. Sou a favor do olho-no-olho, de andar horas a fio para cavar alguma coisa... enfim, sou a favor do bom e velho jornalismo.

Quem quiser ver um bom filme de ação e reportagem, não perca Intrigas de Estado.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Diploma sim!


A grande notícia dos meios na semana passada foi a decisão do STJ sobre a não-exigência do diploma para os jornalistas. Segundo os ministros, a obrigatoriedade do diploma é inconstitucional, pois consta a liberdade de expressão na Constituição de 1988. É. Agora quem souber escrever e se expressar pode correr com seu currículo ao jornal mais próximo e entrar na fila com outros tantos jornalistas que se formam nas milhares de faculdades de comunicação do país.

Estou exagerando um pouco, mas quando soube desta decisão "a minha casa caiu" por alguns instantes. Acredito que existem muitas pessoas com escrita e leitura fantásticas, que tem o dom de falar sobre qualquer assunto e podem redigir nos grandes diários do mundo. Porém, a profissão de jornalista não é só saber escrever e analisar o contexto social. O trabalho é muito mais do que isso.

Em minha opinião, aqueles que decidiram a queda do diploma pensaram com a cabeça de 30 anos atrás. Quando o mundo era menos interligado e a correria nas redações não existia. Quando existia a luta e a vontade de mudar o mundo. Hoje não. A luta se faz no mercado com o medo do desemprego e a causas sociais e políticas não levam os jovens a grandes leituras.

O diploma é mais do que a porta para um trabalho e a certificação de que sei escrever. A graduação em jornalismo nos faz aprender técnicas, aprender os meios de comunicação como eles são e, o mais importante, aprender a ética da profissão. O jornalista precisa do seu diploma sim e daqui à seis meses terei o meu... com muito orgulho!

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Coloquem o sistema para trabalhar!


"Senhora, o sistema caiu. Espere um instante, por favor." Atire a primeira pedra quem nunca ouviu isso? Particularmente, eu tenho medo desta frase. Será que ninguém pensa, literalmente, o que pode significar esta frase se utilizada no momento e lugar errado? Como diz minha vó: "cruzincredo".

Geralmente, o "sistema cai" nos lugares onde há uma multidão esperando para ser atendida, na ordem feita por um papelzinho com números, que mais parece um foguete em miniatura. Imagine a situação: uma sala pequena, fechada, onde a circulação de ar fica à base de um mini-ventilador, do estilo teco-teco. Um cliente, impaciente (geralmente faço o papel), resolve perguntar o porquê da demora. Então, eis a frase: "Senhora, o sistema caiu. Deverá aguardar um instante."

Ei! O que é o sistema? Para mim, o sistema cair é o governo parar. Impeachment do Lula. Greve geral. Enfim, o sistema abalado, que rui suas estruturas e cai. Mas não, meu amigo. O sistema cair é algo mais comuns nas repartições brasileiras. Tão comum como o copinho de água acabar ou o cliente ter que voltar por não ter xerox do RG.

Quando estou esperando o tal sistema voltar das férias, fico pensando... Como seria antes, quando não existia o folgado sistema? Qual seria desculpa? "Senhora, a caneta bic acabou. Deverá aguardar a reposição." A tecnologia nos trouxe muitas revoluções fantásticas, mas uma dependência absurda. O sistema nos engoliu e... caiu.

Sábado, 13 de Junho de 2009

"Só há uma coisa pior do que não estar na boca dos outros:
é não estar na boca de ninguém"

Oscar Wilde, escritor irlandês (1854-1900)

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Blog no jornal Destak Rio


Então... estamos na mídia. Aos pouquinhos a gente chega lá. A edição de hoje do jornal Destak Rio publicou o meu blog na sessão "Blog do Leitor". Infelizmente, eu não consegui ver o jornal impresso, mas peguei essa mostrinha na bancadigita.com.br.

Estou concorrendo o prêmio topblog no quesito variedades. Quem gostar, é só votar!

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Quem quer dinheiro?!


Ontem a Rede Globo estreiou mais um programa do tipo reality show, depois da sua revista eletrônica semanal, Fantástico. Mais um método encontrado para ganhar a concorrência com os outros canais e mais uma vez imitando os empacotados realitys americanos. Fiquei curiosa para conhecer e esperei acordada até às 23 horas para assisti-lo. Não me surpreendi e o considerei o verdadeiro "topa tudo por dinheiro".

O jogo, como é caracterizado, reune um grupo que devem passar o pão que o diabo amassou para conseguir o prêmio máximo de R$11 mil. São provas divididas por etapas e aquelas pessoas que arrecadarem menos dinheiro ou ficarem por último nos lugares são desclassificadas. O ganhador foi um marmanjo de meia idade que mais parecia o Zagallo mais novinho, pois falou algo como o "vocês vão ter que me engolir.

O apresentador é um galã. Óbvio. Sempre tem um galã no meio para melhorar a situação. Mesmo que a pessoa desista de assisti-lo, por não se identificar com a linha do programa, ela pode mudar de opinião por ter o seu ator preferido apresentando-o. Neste caso, era o ator Paulo Vilhena. O amado das adolescentes.

Não há um termo para definir exatamente as provas e o programa, apenas: bizarro! Bizarro! Era a única coisa que eu pensava vendo o pior da condição em que o homem se submete para conseguir alguns trocados.

É um jogo duro, duro de ganhar e o pior, de se ver. A luta das audiências tá tornado a televisão brasileira cada vez mais inaceitável. E eu estou começando a pensar que o "topa tudo por dinheiro", do Silvio Santos, nem era tão mal assim.